Algo frágil se desgasta aos poucos.
Os gestos dos outros já não mais tem valor. O mundo que me obrigo adentrar só
me trás uma medíocre conta bancária. Deixa-me em cacos. Desgastando-me na
essência do eu. Agora faço uso de um tanto desses segundos, após a meia noite,
ouvindo alguma parte “corporativa” minha reclamar “você tem que levantar cedo”.
E reluto. Reluto nos escombros do pouco de arte que me resta. Arte? O que me
resta?

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