A corda que me equilibra a razão vibra num
acorde esquizofrênico, titubeio à loucura. Encontro-me rogando pragas e bênçãos
ao vento, àquele que não me julga, e canto em uníssono, reverberando numa nota
de dor, violino luzido, mas empoeirado em seu interior, um bumbo sem tambor,
uma agulha que desperta navegando, fluindo e saindo do centro do meu peito
trazendo um filete de sangue, o seu condutor.
Clamei salvação, mas o mesmo vento que não
me julgou também não rogará por mim. Eu fui um devoto a ilusões. Hoje muito
mais, me afundo em um palheiro e permito que o condutor leve tantas agulhas que
meu corpo suportar.
Eu desequilibro. O som. As ondas. Talvez um só despertador, porque a dor sempre vem depois do despertar...

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